Painel Farmacogenético – Sistema Nervoso Central

O teste ajuda a identificar qual o melhor e mais adequado medicamento para cada paciente, de acordo as características genéticas.

Como funciona?

O teste molecular analisa 26 genes associados ao metabolismo de 79 medicamentos utilizados no tratamento de diversas condições neurológicas e comportamentais.

A variação interindividual na resposta a medicamentos é um tópico bastante discutido no contexto da medicina atualmente. Este fato pode ocorrer devido a múltiplos fatores, tais como particularidades da doença, fatores ambientais, interações entre fármacos e proteínas circulantes, entre outros. Tais fatores afetam a absorção, a distribuição, o metabolismo e a excreção dos medicamentos, muitas vezes de maneira imprevisível.

De forma geral, não há biomarcadores que possam predizer qual grupo de pacientes responde positivamente a determinada droga. Dessa forma, os médicos geralmente tentam otimizar a dosagem para cada paciente pelo método de tentativa e erro. No entanto, esse tipo de abordagem pode causar reações indesejadas, como falha terapêutica ou efeitos tóxicos provenientes de superdosagem.

Genética e metabolismo de medicamentos

Muitos medicamentos clinicamente utilizados são metabolizados em nosso organismo por um grupo de enzimas hepáticas, particularmente as várias isoformas do citocromo P450. Os genes responsáveis pela síntese proteica dessas enzimas exibem polimorfismos capazes de modelar o perfil metabólico de cada indivíduo, resultando em diferentes velocidades de metabolização das drogas. Assim, os indivíduos podem ser classificados, basicamente, em três categorias.

Metabolizadores lentos: são indivíduos com diminuição ou ausência da enzima metabolizadora, o que pode decorrer de deleção do gene, por exemplo.

Metabolizadores intermediários: apresentam metabolismo “normal”, comum à maioria da população.

Metabolizadores rápidos: perfil decorrente de um aumento na produção da enzima metabolizadora associado a uma ou múltiplas duplicações do gene que codifica a enzima.

O Painel Farmacogenético

No painel são analisadas mais de 500 variantes presentes em 26 genes* que interferem no metabolismo, na resposta e na toxidade de 79 medicamentos, informando o perfil de comportamento no organismo do paciente. O teste é dirigido para todas as pessoas que estão em tratamento, com medicamentos que apresentam ineficácia e/ou efeitos colaterais, e para aquelas que vão iniciar um tratamento para:

  • Depressão
  • TDAH
  • Transtorno Bipolar
  • Transtornos de Ansiedade
  • Síndrome do Pânico
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  • Esquizofrenia
  • Insônia
  • Dor Crônica
  • Alzheimer
  • Parkinson
  • Depressão Pós-parto
Benefícios do teste

A realização do teste confere diversos ganhos para a conduta clínica, favorecendo tanto o paciente quanto o médico responsável. Dentre os benefícios, podem-se destacar:

  • Coleta rápida, simples e indolor, feita utilizando-se swab especial;
  • Indicação de maior ou menor probabilidade de resposta positiva pré-tratamento;
  • Customização da dose do medicamento de acordo com o metabolismo do paciente;
  • Redução de risco de reações adversas;
  • Suporte para identificação de medicação mais adequada para cada caso;
  • Otimização do tempo de busca por tratamento eficaz;
  • Aumento das chances de estabilização do paciente mais rapidamente;

Sendo assim, a compreensão da variabilidade genética na população humana e seu impacto sobre a eficácia e a toxicidade dos medicamentos torna-se uma ferramenta cada vez mais importante para a escolha da terapia mais segura e eficiente.

Medicamentos analisados no Painel Farmacogenético – Sistema Nervoso Central
GRUPOS
MEDICAMENTOS
ANTIDEPRESSIVOS Agomelatina, Amitriptilina, Bupropiona, Citalopram, Clomipramina, Desipramina, Desvenlafaxina, Doxepina, Duloxetina, Escitalopram, Fluoxetina, Fluvoxamina, Imipramina, Levomilnaciprano, Milnaciprano, Mirtazapina, Nortriptilina, Paroxetina, Protriptilina, Selegilina, Sertralina, Trazodona, Trimipramina, Venlafaxina, Vortioxetina, Vilazodona.
ANTIPSICÓTICOS Amissulprida, Aripiprazol, Asenapina, Clozapina, Flufenazina, Haloperidol, Iloperidona, Lurasidona, Olanzapina, Paliperidona, Perfenazina, Pimozida, Quetiapina, Risperidona, Tioridazina, Ziprasidona, Zuclopentixol.
ANALGÉSICOS/OPIOIDES Carisoprodol, Celecoxibe, Codeína, Fentanil, Flurbiprofeno,
Hidrocodona, Metadona, Morfina, Oxicodona, Tramadol.
ANSIOLÍTICOS Alprazolam, Buspirona, Clobazam, Clonazepam, Diazepam, Lorazepam,
Oxazepan.
PSICOESTIMULANTES Anfetamina, Atomoxetina, Dextroanfetamina, Desmetilfenidato, Metilfenidato.
ANTICONVULSIVANTES / ESTABILIZADORES DE HUMOR Ácido valproico, Brivaracetam, Carbamazepina, Fenitoína, Fenobarbital, Lamotrigina, Lítio.
OUTROS Naloxona, Naltrexona, Entacapona, Eszopiclona, Midazolam, Zolpidem, Guanfacina.

Como fazer o exame?

Escolha e agende seu exame

Após escolher o exame desejado, converse com o seu médico para que ele possa lhe orientar e prescrever o exame se for recomendado. Feito isso, entre em contato com o Laboratório Fleming e agende seu exame.

É simples e rápido

O exame genético é feito a partir de uma amostra de sangue ou saliva. Clique aqui e saiba o tipo de material coletado nesse exame. A coleta é realizada no Laboratório Fleming, localizado na Rua Anchieta, 324, Centro – Jundiaí/SP.

Receba suas informações e converse com seu médico

Assim que o relatório estiver pronto, o resultado estará disponível em nosso site. Você receberá um e-mail com os dados de acesso. Clique aqui para ver o prazo de entrega do resultado.

Sim. 30 minutos antes da coleta.

Swab de células bucais (2 minutos de raspagem na parte interna de cada bochecha).

A coleta é realizada no Laboratório Fleming de segunda a sexta – feira das 6h30 às 17hs e aos sábados das 06h30 às 11hs, ou de acordo com a disponibilidade de atendimento.

Pedido Médico.

Documento.

Kit de coleta especifico para Swab de células bucais retirado no Laboratório.

Formulário que vai junto do kit de coleta.

35 dias úteis.

R$ 4.569,00

O teste é dirigido para todas as pessoas em uso de drogas que apresentam ineficácia e/ou efeitos colaterais, além daquelas que irão iniciar um tratamento para:

  • Depressão
  • TDAH
  • Transtorno Bipolar
  • Transtornos de Ansiedade
  • Síndrome do Pânico
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  • Esquizofrenia
  • Insônia
  • Dor Crônica
  • Alzheimer
  • Parkinson
  • Depressão Pós-parto

ABCB1, ADRA2A, ANKK1, COMT, CYP2D6, CYP2C19, CYP2C9, CYP1A2, CYP3A4, CYP3A5, CYP2B6, DRD2, EPHX1, FKBP5, GRIK4, GSK3B, HTR1A, HTR2A, HTR2C, MC4R, MTHFR, OPRM1, SCN1A, SLC6A4, UGT1A4, UGT2B15.

Método: PCR (reação em cadeia da polimerase) seguido por sequenciamento de nova geração

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